Eu pensei que eu fosse a dona da poesia.Sentia que ela nascesse dentro de mim como um pingo d'água,que crescesse lentamente,como um rio, e que fosse tomando força até virar enchente.
Então eu a deixava transbordar.E até uma nova cheia se formar,não existia poesia.Nada concreto a não ser respingos de sentimentos.
Demorou para eu entender que a poesia brotava de todos os lugares,alheia a minha vontade.Que era eu quem transbordava e somente nela encontrava um lugar de repouso.De vez em quando ela me deixa viajar nas suas asas,mas é uma ave livre.Aparece apenas quando precisa me ensinar a voar.
"Aqui está minha vida. Esta areia tão clara com desenhos de andar dedicados ao vento. Aqui está minha voz, esta concha vazia, sombra de som curtindo seu próprio lamento Aqui está minha dor, este coral quebrado, sobrevivendo ao seu patético momento. Aqui está minha herança, este mar solitário que de um lado era amor e, de outro, esquecimento".
Monday, December 29, 2008
Monday, December 15, 2008
Está difícil de manter qualquer ordem nos meus pensamentos. Eles vão para aonde querem,sem meu consentimento.Eu sempre aviso antes: aí não.E quando dou por mim já estou lá no meio de tudo de novo.Você já sentiu que tem dois mundos dentro de você?São tão opostos que é impossível entender como os dois coexistem em uma só alma.E quando se está em um deles a impressão que se tem é de que nunca se vai voltar para o outro...talvez ele nem exista mais.
O que eu queria mesmo é imitar esse ar de tranquilidade das pessoas na rua.Andam pelas calçadas com aquela naturalidade...como se o mundo todo acabasse ali,ao final da esquina.E eu me perco imaginando todas as esquinas que nunca vou conhecer.Queria escrever toda minha confusão e deixa-la para sempre aqui nessas letras.Como se exteriorizar fosse esquecer.Teriamos pessoas mais sinceras assim?Deus que nos deu a alma não ensinou como se faz para alivia-la...
O que eu queria mesmo é imitar esse ar de tranquilidade das pessoas na rua.Andam pelas calçadas com aquela naturalidade...como se o mundo todo acabasse ali,ao final da esquina.E eu me perco imaginando todas as esquinas que nunca vou conhecer.Queria escrever toda minha confusão e deixa-la para sempre aqui nessas letras.Como se exteriorizar fosse esquecer.Teriamos pessoas mais sinceras assim?Deus que nos deu a alma não ensinou como se faz para alivia-la...
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